Pesquisar este blog

O GOVERNO NOS HOLOFOTES DOS EMPRESÁRIOS - Os projectos de Benguela foram chumbados pelo Tribunal de Contas. Afinal de “contas” o que é que está mal?


O GOVERNO NOS HOLOFOTES DOS EMPRESÁRIOS


Os projectos de Benguela foram chumbados pelo Tribunal de Contas. Afinal de “contas” o que é que está mal?


As empresas de lixo e fiscalização na província de Benguela estão a reunir documentos para apresentar denúncia a quem de direito contra o Governo Provincial de Benguela, entidade promotora do concurso público no âmbito de “Benguela Cidade Limpa”. É justa esta reivindicação, sobretudo num momento de crise como este?

Os cadernos de encargos foram pagos em cachet, no valor de 50.000,00 (Cinquenta Mil Kwanzas), equivalente, na época, a aproximadamente USD 500,00 (Quinhentos Dólares Norte Americanos). O concurso público teve lugar no salão nobre da Direcção do Plano do Governo de Benguela, no ano 2015. Até a presente data, passados mais de 11 meses, os resultados finais não foram divulgados, ou seja, não houve adjudicações. Mantiveram apenas algumas empresas que já estavam no “balaio”. O governo de Benguela impoluto no seu mutismo, continua a não dar quaisquer explicações, assim como, não faz  nenhum pronunciamento sobre a devolução dos valores dos cadernos de encargos pagos pelos participantes. Para onde foi este dinheiro? Será que vai ser utilizado pelos participantes do concurso anterior, no novo concurso público previsto para este ano, ou seja, os participantes anteriores não precisarão pagar novamente os cadernos de encargos?



Francisco Rasgado

Jornal ChelaPress 

ELEIÇÃO: PALAVRA DE ORDEM DO M.P.L.A - Isaac dos Anjos, governador da provincial e 1º secretário do M.P.L.A em Benguela, voltou aos holofotes


TODOS NA BASE
ELEIÇÃO: PALAVRA DE ORDEM DO M.P.L.A

Todavia, supostos candidatos posicionam-se não entrando em pormenores sobre os seus próximos passos, mas afirmando terem deixado claro nos encontros que têm vindo a manter com os militantes nos últimos dias de que estão prontos para oficializarem os seus desejos para o bem de Benguela. Querem também concorrer ao lugar maior do partido na província de Benguela.


Isaac dos Anjos, governador da provincial e 1º secretário do M.P.L.A em Benguela,  voltou aos holofotes com  as conferências provinciais do partido. Mas uma vez. Veio, desta feita, socorrer-se, tentar estancar a sangria de popularidade do seu mandato e cobrar providências, acção e reacção, mais agressivas do partido contra a avalanche de problemas que estão a surgir no horizonte. Isaac já começou a sentir o cheiro de queimado a sua volta.  Pois, esqueceu-se que o trabalho de base é fundamental. Limitou-se apenas ao exercício governamental.

Teme que a onda política que assola Benguela leve a população em geral e particularmente os opositores internos a fazer quebrar o seu ciclo político e a desistir do papel de protagonista principal na festa da democracia, marcada para Maio de 2016, onde será eleito o 1º secretário consensual. Ignorou a força dos opositores (internos) no seio do partido e menosprezou os urbanos, fazedores de opinião e detentores de um forte cordão umbilical com o poder central. Muitas incompreensões no seu exercício governamental.

A grande maioria avalia que, em um eventual cenário demasiadamente negativo, Isaac dos Anjos, para meados de Março, quando a campanha com vista a localização dos 120 membros para o Comitê Provincial e subsequente eleição do 1º Secretário Provincial estiver de facto esquentada,  o “apelo aos urbanos, muitos deles desconhecedores do estatuto e  dos regulamentos do partido” vai se efectivar com uma edificante resposta do mesmo sector. O sector urbano vai entrar em cartaz mais cedo do que se planeja. Com a expectativa de Isaac dos Anjos repetir junto à população o sucesso arrebatador da edição huilana.





Veríssimo Sapalo, o cobiçado como a melhor opção interna e operativa mais popular do corredor Cubal, Ganda, sabe que esse é um lance por demais arriscado, devido algumas nuvens no seu currículo, articulações políticas mal feitas e alguns militantes prejudicados.



Jeremias Dumbo, não obstante ser o mais popular do corredor vermelho (do Kalupeteca) que compreende o Bocoio e o Balombo e também do corredor partilhado com o sempre grande quadro da JMPLA, Filipe Domingos, coloca em duro teste a sua reputação costurada em 4 anos de 1º secretário do MPLA, no Tempo de Dumilde Rangel. Ele, hoje mais experiente não tem muito de convencer a turba de que, apesar dos pesares da herança deixada até aqui, poderá fazer mais que o Isaac dos Anjos. Uma aventura rumo ao segundo mandato à frente dos destinos do partido em Benguela.


Filipe Domingos, aglutinador e operativo absoluto do  corredor Caimbambo e Chongoroi, figura carismática da JMPLA não se mostra muito seguro e confortável na disputa de Maio, pois lhe parece o cenário econômico, financeiro e político nada bem definido para o bem ou para o mal. Entraria sim como consolidador  das conquistas do MPLA. Cravaria o feito de dezenas de anos do MPLA no controle da província de Benguela. E seguiria no papel de fiador e tutor da estabilidade política.

Eduarda Magalhães está de fora da presumível lista de candidatos ao cargo de 1º secretário do MPLA em Benguela, deixando a intenção de apoiar Jeremias Dumbo e em última instância Veríssimo Sapalo.   

É aguardar os próximos capítulos da temporada!



Francisco Rasgado

Jornal ChelaPress

DE VOLTA A BENGUELA, SUA TERRA NATAL. - do perfil político de Silvano Levi, consta fundamentalmente idoneidade e reputação ilibada e a par disso, um conhecimento substancial de administração pública. Silvano Levi tem vindo a brilhar nos locais, cidades e municípios por onde passa. É uma verdadeira aposta de Benguela para Benguela, um intelectual com um sentido prático bem profundo.



SILVANO LEVI ESTÁ DE VOLTA A BENGUELA, SUA TERRA NATAL.

VAMOS FALAR DE BENGUELENSE PARA BENGUELENSE!



Se há alguém que conhece o seu sector, Silvano Levi, é um deles. Silvano Levi nasceu no município do Cubal (Marco de Canavez, situado na aldeia de Membassoco), província de Benguela, em 1968.

Do seu percurso acadêmico consta o curso de Agropecuária, concluído em 1997, no Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro e a licenciatura em Biologia, concluída em 2009 no I.S.C.E.D. – Instituto Superior de Ciências de Educação no Lubango - Universidade Agostinho Neto.

Em 2011 especializou-se em Enfoque Territorial para o Desenvolvimento Rural pela Universidade Federal de Viçosa, no Brasil.

Concluiu o mestrado em Ambiente e Ordenamento do Território na Universidade de Coimbra em Portugal, onde é aluno de Doutoramento em Processo e Recursos Geológicos e Ambientais. Silvano Levi é director do Departamento Nacional do Desenvolvimento Comunitário da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA), vice-reitor da Universidade Evangélica Sinodal de Angola (promotora-IESA), coordenador-adjunto da equipa de investigação científica no Parque Nacional do Bicuar, investigador colaborador do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra.

Entusiasta dos recursos naturais, Silvano Levi dedicou grande parte dos seus estudos ao OMUONGO (Sclerocarya Birrea), aprofundando os seus conhecimentos e explorando as potencialidades desta espécie, no desenvolvimento rural, industrial e ambiental.

Silvano Levi foi administrador municipal do Lubango – Huíla, com referências notáveis no mandato de Isaac dos Anjos e actualmente, apenas ambientalista convidado do Governo Provincial de Benguela.   






Todavia, do perfil político de Silvano Levi, consta fundamentalmente idoneidade e reputação ilibada e a par disso, um conhecimento substancial de administração pública.

Assim, Silvano Levi ganhou o estatuto de grande gestor e intelectual. “É de boa raça”. É assim que Eugénio Silva, um quadro da Huíla, descreve o ambientalista e a nova coqueluche de Benguela e do corredor do Cubal. Jovem, educado, inteligente, muito culto e com grande capacidade de trabalho, Silvano Levi tem vindo a brilhar nos locais, cidades e municípios por onde passa. É uma verdadeira aposta de Benguela para Benguela, um intelectual com um sentido prático bem profundo.



Francisco Rasgado
Jornal ChelaPress