Pesquisar este blog

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos de pessoas sem preparação, sem qualidade, o cidadão, o benguelense, chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

O PODER TEM LIMITES

OBEDIÊNCIA A LEI E AO BOM SENSO

Cumpre enfatizar e, principalmente, chamar a atenção da sociedade para o facto de que Benguela, a Magistratura, em termos de leis e interpretação das mesmas, caminha em sentido oposto ao propugnado pela matéria.

1.    O acidente teve lugar na quinta-feira, dia 24 de Novembro de 2016, por volta das 23 horas, na estrada Benguela – Baía-Farta, sem mortos e sem feridos graves. Detido, foi obrigado a pernoitar nas instalações dos S.I.C – Serviços de Investigação Criminal. Depois de ter assumido a reparação da viatura acidentada e consequentemente posto a mesma numa oficina (uma viatura pertencente à Administração Municipal de Caimbambo, a circular fora da hora normal de expediente, no sentido Baía-Farta – Benguela), foi mandado a casa e voltar na 2ª feira, dia 28 de Novembro de 2016, pelas 07 horas e 30 minutos para ser ouvido pelo Ministério Público.

2.    Apresentou-se, conforme o entendimento e não foi ouvido. Porém, com a previsão de um processo de julgamento sumário, inaplicável, pois no caso em apreço, seria um Processo de Polícia Correcional.

3.     Os danos sofridos pela viatura do Estado, que somos todos nós, teriam de ser objecto de avaliação por peritos designados pelo magistrado competente e igualmente apresentada a viatura acidentada, o que não ocorreu.

4.    Determinadas normas do dec 231/79 – sobre o Trânsito Automóvel estão em desuso, porque entram em contradição com os preceitos da Constituição da República de Angola (a Lei da Amnistia e as Medidas Cautelares).

5.    A remessa do processo para o julgamento sumário teve como objectivo retaliar o proprietário da viatura conduzida pelo arguido, o senhor Francisco de Boavida Rasgado, jornalista do Jornal ChelaPress.

6.    Estamos em presença de uma tremenda violação da lei processual penal, bem como de uma prisão manifestamente ilegal, por não ter sido feita em flagrante delito, tem residência identificada, não tem antecedentes criminais, é portador de toda documentação que lhe permite conduzir e a viatura dispõe de Seguro a favor de terceiros, ainda assim confirmada e mantida de forma enganadora, pela Procuradora Maria Joaquina Matias Pedro enquanto fiscal da legalidade.

O decreto 231/79 está em desuso, foi abolido. No entanto, a Procuradora Maria Joaquina Matias Pedro, tem vindo no seu dia-a-dia socorrer-se do mesmo, provocando deliberadamente prejuízos a dezenas e dezenas de pacatos cidadãos desprovidos de influências ou de dinheiro para constituição de advogados.

Álvaro Manuel Júnior da Silva, passou todo o dia 29 de Novembro de 2016 fechado numa cela do Tribunal dos Crimes Comuns, sem realizar uma única refeição. O julgamento sumário  não se realizou e por volta das 17 horas foi mandado à Penitenciaria “Cavaco” de Benguela. No dia seguinte, 30 de Novembro, depois de pagar uma caução carcerária e uma caução económica, totalizando aproximadamente Akz 1.800.000,00   (Um Milhão e Oitocentos Mil Kwanzas), pelas 18 horas foi solto e o julgamento suspenso, processo remetido a S.I.C– Serviços de Investigação Criminal, afim de ser instruído normalmente.   

Sobre a cabeça de Maria Joaquina Matias Pedro, Procuradora junto do S.I.C – Serviços de Investigação Criminal, paira um manto negro de atrocidades, muitas delas escudadas na imagem e palavra de Deus. 

Em Benguela o seu exercício como Procuradora é duvidoso e largamente questionado. As cadeias de Benguela estão cheias de presos produzidos por deformação da Procuradora Maria Joaquina Matias Pedro.


Francisco Rasgado / Chico Babalada

Jornal ChelaPress 

Diavita Rasgado, foi a enterrar no Cemitério da Camunda, dia 26 de Novembro de 2016, e a sua missa de 7º dia, no dia 30 de Novembro de 2016.


UM MENINO DE OURO


Álvaro Domingos Rasgado “Diavita”, filho de Álvaro Domingos Rasgado “Barão” para uns e “Rato” para outros (Angola independente – 1º Comandante Provincial de Benguela da Polícia Nacional, morto no calor do 27 de Maio de 1977) e de Joana Maria Joana das Broas”, faleceu prematuramente no passado dia 24 de Novembro de 2016.   

Diavita Rasgado, 38 anos de idade, benguelense, estudante Universitário devolveu à Benguela, finais da década de 1990 e 2000, muita da sua popularidade. O seu jeito, a sua forma de estar e ser tornou-o famoso, não só na sua terra natal, mas também em Luanda onde residiu e morreu.

Era um dos sobrinhos mais queridos das Famílias Rasgado / Boavida.  Era primeiro em tudo, estava sempre em prontidão, no respeito, no trabalho, dedicado e civilizado, no trato com os familiares e amigos.

As Famílias Rasgado / Boavida, enlutadas endereçam à todos os presentes neste momento de dor e consternação, os mais profundos agradecimentos.

Um agradecimento muito especial à Francisca Costa Lima, viúva do malogrado, ao General Matias Lima Coelho “Zumbi”, ao General Africano Neto, à Srª Sandra Garcia - Agência Funerária  Eterna, ao Sr. Leopoldo Muhongo – Administrador Municipal de Benguela, ao Sr. Álvaro Manuel Boavida Neto – Governador da Província do Bié, ao Sr. Fernando da Trindade Jordão e tantos mais.  



As Famílias Rasgado / Boavida  

A sala dos Crimes Comuns do novo Tribunal de Benguela Localizado nas torres das A.A.A., dispõe na sua cave calabouços (salas tétricas e muito escuras), onde são mantidos os detidos enquanto aguardam pelos julgamentos. Estes calabouços fazem lembrar as prisões da Idade Média.



OS CALABOUÇOS DO NOVO TRIBUNAL DE BENGUELA






Fato bonito não esconde preparação barata, assim como edifício novo não esconde incompetências.

Álvaro Manuel Júnior da Silva “Mimoso”, filho de Alfredo Silva e de Josefa Boavida, natural do Huambo, 54 anos de idade, trabalhador dedicado e honesto, na madrugada do dia 25 de Novembro de 2016, a sair do óbito de um seu familiar, Álvaro Domingos Rasgado “Diavita”, teve na estrada Benguela – Baia-Azul, um acidente de viação contra uma viatura pertencente ao Estado Angolano.

Um acidente que apenas registou danos materiais  nas duas viaturas envolvidas. A viatura culpada fazia-se acompanhar de todos os documentos inclusivé do seguro contra terceiros.

À partida a reparação da viatura considerada um bem do Estado, esse Estado que devia ser de todos nós angolanos, está assegurada pelo seguro da viatura considerada culpada.

Resumindo e concluindo, a polícia reguladora do trânsito presente entendeu, por uma questão de estatística e precaução, registar a ocorrência e remeter o caso à D.P.I.C. – Direcção Provincial de Investigação Criminal. Para espanto do culpado, foi-lhe dada ordem de detenção e remetido a uma cela imunda.

Ainda na madrugada de 25 de Novembro, compulsados os factos alguém de bom censo, e por se tratar de fim-de-semana, deliberou que o mesmo fosse dormir a casa e comparecesse Segunda-feira dia 28 de Novembro de 2016 para mais esclarecimentos.

No dia previamente determinado às 07H:30m, Álvaro Manuel Júnior da Silva “Mimoso”, presente, permaneceu todo o dia sem comer e sem ser ouvido pelo Ministério Público. No final, mais uma vez, prevaleceu o bom senso de uma procuradora no local, na D.P.I.C e Álvaro Manuel Júnior da Silva “Mimoso” foi convidado a passar a noite em sua casa e estar presente no dia seguinte, Terça-feira.

As 11H00 do mesmo dia, Álvaro Manuel Júnior da Silva “Mimoso” foi levado a Sala dos Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Benguela e mais uma vez sem ser ouvido pelo Ministério Público, foi atirado para os novos calabouços do Tribunal, aguardando pelo tal dito julgamento sumário. Local arrepiante, doloroso e humilhante, que só faz lembrar as cadeias da Idade Média.




Francisco Rasgado / Chico Babalada
Jornal ChelaPress