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O comício contou com pouco mais de 500 (quinhentas) pessoas na sua maioria crianças.


BENGUELA PERDE UM AGRÔNOMO POR EXCELÊNCIA

M.P.L.A. EM BENGUELA SEM NORTE


Se o presente é condicionado pelo passado, então não sou eu quem precisa saber mais, saber melhor sobre Isaac dos Anjos, que governa a província de Benguela.

Isaac dos Anjos, tirando todos os entretantos é um excelente dirigente, inteligente, grande visão e sentido prático, manobrador e conhecedor do dinheiro.

O comício realizado, dia 30 de Abril de 2016 no Lobito, visava apoiar, mais uma vez, a candidatura de José Eduardo dos Santos, à presidência do M.P.L.A., foi um fiasco. Uma iniciativa de Isaac dos Anjos, governador da província de Benguela e 1º secretário do M.P.L.A. que pretendia com o comício levantar a sua nota perante a população de Benguela, redundou em fracasso total.



O comício realizado, no campo de futebol no Alto Liro, que envolveu os munícipes de Benguela, Lobito, Catumbela e Baía-Farta, contou com pouco mais de 500 (quinhentas) pessoas na sua maioria crianças. Altura nada ideal para realização de actividades de massas. País em crise, sem salários e milhares de pessoas à morrerem por falta de medicamentos, reagentes para análises clínicas, materiais gastáveis e bens alimentares.

O M.P.L.A., tem dois tipos de militantes: os militantes do batuque e comícios e os militantes de pagar quotas e participar nas reuniões dos CAP’s, se tiverem. Pelos vistos, nenhum dos dois grupos, esteve em massa presentes no comício promovido pelo Isaac dos Anjos.

Isaac dos Anjos, aproveitou a deslocação ao Lobito para visitar uma esquadra policial, o hospital e a empresa de Águas e Saneamento do Lobito. Segundo observadores e militantes atentos do M.P.L.A., este acto constituiu um teste a popularidade de Isaac dos Anjos em Benguela que se traduziu num autêntico cartão vermelho, um certificado de incapacidade para continuar a dirigir os destinos do M.P.L.A. em Benguela. Por que razão Isaac dos Anjos não aproveitou o 1º de Maio, casa cheia, para fazer seu brilharete?

Isaac dos Anjos, sempre deixou bem claro que nunca quis ser político, mas sim, governante e foi nesta base que foi nomeado governador de Benguela. Sendo ele especialista nato na área da agricultura, mais para dinamizar o grande projecto agrícola em terras de Ombaka. Tudo se confundiu, conhecido por “confiançudo e faltador de respeito”, muitos erros de leitura sobre Benguela e sua gente foram cometidos. Faltou comunicação, diálogo, inserção e confiança. Agora não há mais nada a fazer. Construiu a sua própria sepultura!

Isaac dos Anjos, consta juntamente com Aldina da Lomba Katembo, governadora de Cabinda; Cândida Narciso, governadora da Lunda Sul; António Didalelwa, governador do Cunene (por razões de doença); João Marcelino Tyipinge, governador da Huíla, na lista do Bureau Político, para nos próximos meses, serem dispensados  por maus desempenhos. Entretanto, na posse do poder central uma lista de cinco nomes, candidatos ao cargo de governador da província de Benguela, são eles: Luís de Oliveira Rasgado, José Maria Varela Borges, Henrique Calengue, Ângela Bragança e Leonel Silva.  


Babalada / Francisco Rasgado
Jornal ChelaPress

     

"Os militantes não vão apresentar as suas candidaturas porque não acreditam na seriedade do Bureau Político do M.P.L.A."

OS MILITANTES DO M.P.L.A ESCALDADOS COM O PARTIDO


No dia 01 de Maio de 2016, termina o prazo para apresentação de candidaturas ao lugar de 1º Secretário do MPLA, na Província de Benguela.
Até ao presente momento, não há candidatos para o lugar de 1º Secretário do MPLA em Benguela, ao contrário das restantes províncias.

Os militantes não vão apresentar as suas candidaturas porque não acreditam na seriedade do Bureau Político do M.P.L.A.

Não querem deparar com situações idênticas as vividas por Dumilde Rangel e Zeca Moreno. Tudo a postos para o pleito, quando de repente, receberam a orientação do Bureau Político do M.P.L.A. na voz de João Lourenço, para abandonarem a disputa. Jeremias Dumbo, um velho militante “camuhanha” do M.P.L.A. foi apresentado, por cima de tudo e todos, como 1º Secretário Provincial do M.P.L.A em Benguela. E ponto final.

O que se passa com o M.P.L.A. em Benguela?

Os militantes do M.P.L.A. estão de facas afiadas contra Isaac dos Anjos. Porquê?

Babalada / Francisco Rasgado

Jornal ChelaPress 

MOURA VS GUILHERMINA

FINALMENTE…A SAGA CHEGOU AO FIM!!!


A justiça é uma ciência complexa, que requer anos de estudos profundos e deve ser pautada pela ética, inclusive nas salas dos tribunais.

Depois de muitas expectativas, no dia 21 de Abril de 2016, saiu o veredicto final da Providência Cautelar Não Especificada, intentada pelo Sr. Álvaro Moura contra Guilhermina Manso Dias.

Assim, transcrevemos a douta sentença, proferida da FLS 141 à 147 da Providência Cautelar Não Especificada nº 07/2016, cujo requerente é Álvaro Moura e a Requerida Guilhermina Manso Dias.

Decisão:
- Por todo o exposto, com fundamento da prova produzida, é admissível reconhecer-se que o muro e o portão colocado pela Requerida são objecto de impedimento na passagem que serve de acesso a parcela de terreno do Requerente, acto que origina justo receio de lesão ou prejuízo grave e de difícil reparação ao direito do Requerente. Por isso, sem mais delongas, julgo procedente a presente Providencia Cautelar Não Especificada e, em consequência ordeno a remoção imediata do portão colocado na servidão de passagem, bem com, a demolição da parte do muro que se encontra construído fora do limite da parcela de terreno concedida a Requerida, pela Administração Municipal da Baía-Farta, no prazo de 5 (cinco) dias, contados a partir da data da notificação.

- Custas pelo Requerente, nos termos do 1, do artº 453º, e nº1, parte in fine, do artº 446º, todos do C.P.C.

- Registe e notifique-se
 - Baía-Farta, aos 21 de Abril de 2016.

O Juiz

Se por um lado é verdade que as leis devem prevalecer, por outro também é verdade que a sociedade tem o dever e a obrigação de seguir e fiscalizar a aplicação fiel e integral das leis. Justiça em todos os actos.
A justiça tem de trabalhar debaixo do olhar do povo.

Um julgamento ajustado e competente


Babalada / Francisco Rasgado
Jornal ChelaPress